quinta-feira, 30 de abril de 2009

POETA DO SUBÚRBIO




É hora de expressar
O meu recado,

Filho de sofridos,
Cresci como um coitado.

Mas como um guerreiro
Nunca deixei de lutar,
Aprendi, venci,
E fui tentando me encontar.

Caindo e levantando
Enganei o meu destino;
Fui homem de verdade
Na grandeza de um menino.

Criado no subúrbio
Com a pobreza do meu lado!
Preto, pobre,
Poeta e favelado!

Sempre acreditando
Busquei minha verdade,
E nos becos do subúrbio
Adiquiri maturidade.

A cada erro
Um novo aprendizado,
Vivendo e aprendendo
Mesmo sendo humilhado.

A cada cicatriz
Uma medalha escancarada,
Fazendo das mazelas
Uma piada a ser contada!

Hoje tenho orgulho
Dos caminhos já andados;
Sou preto, pobre,
Poeta e favelado!


Eriberto Henrique

Poeta do Subúrbio

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

DEDICATÓRIA



As vezes quando estou sozinho,
Fico sentado bem quietinho,
Encarrando a solidão.
E no meu livro de páginas marcadas,
Releio as frazes sublinhadas
E choro sem razão!
Eu passo as noites no meu universo,
Com dores arrancadas dos versos,
Escritos em uma noite chuvosa!
Vivendo essa vida sofrida,
Relembrando a ilusão perdida,
Na poesia chorosa.

E como ave já cansada,
Não me resta mais nada,
A não ser escrever.
Queria dedicar a alguém,
Mas como não tenho ninguém
Eu dedico a você!
Eriberto Henrique

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008



UMIDADE MORTA

Perdido em outro mundo,
Com jeito de moribundo,
Eu passo o dia a escrever!
Com umidade triste no olhar,
Calma como a água do mar,
Em versos quero morrer...

A solidão é minha companheira!
Escuta as minhas asneiras
E, passa as tardes caladas.
A morte é meu destino!
O silêncio tornou-se um hino,
De minha noite passada.

Cansado desse mundo deserto,
Malandro e um pouco esperto,
Eu deixo o tempo passar;
Escrevendo na escuridão,
Com melodrama e emoção,
eu vou pra qualquer lugar!...


Eriberto Henrique


FLOR DOS CAMPOS MORTOS

Hoje o sol não sorriu!
O dia permaneceu nublado,
O tempo ficou parado
E, o meu amor partiu!

Lágrimas impiedosas
Brotaram do meu tormento,
Lágrimas de sofrimento,
Sangrentas e dolorosas!

Triste flor dos campos mortos!
Deixo meus sinceros votos
A tua morte já velada.

Senhora do meu jardim,
Eterno sonho que não tem fim,
Serás pra sempre minha amada!...



Eriberto Henrique 15-06-2004

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008


DESABROCHAR DA LOUCURA

NO MEIO DO DESABROCHAR DA LOUCURA,
BANHADO DE PENSAMENTOS DE LUXÚRIA,
EU DURMO COM O SONHO DE SONHAR!
CANSADO DE NÃO TER O QUE FAZER,
VENDO MAIS UM DIA FALECER,
EU VENHO ESSES VERSOS ESBOÇAR.

ROLANDO DE UM LADO PARA O OUTRO,
ENTRE LENÇÓIS EU PENSO QUE ESTOU LOUCO,
E EM VERSOS SOFRO DE SAUDADE!
SAUDADE DO AMOR QUE FICOU PRA TRAZ,
UMA LINDA FLOR DE LÁBIOS LILÁS,
QUE ME MOSTROU A FELICIADE!


dedicado a Maria Selma de Araujo Silva

ERIBERTO HENRIQUE

O MELHOR CANTOR DO BRASIL

RENATO ERA UM CARA BACANA,
DESDE MULEQUE QUERIA TER UMA BANDA,
ESCREVER VERSOS E TOCAR VIOLÃO!
TEVE UMA VIDA CONTURBADA,
UM TANTO QUANTO AGITADA,
COMO AS LETRAS DE CADA CANÇÃO.
BAIXO ELE COMEÇOU A TOCAR,
UMA BANDA CHAMADA ABORTO ELÉTRICO ELE QUIS DIVULGAR,
MAS MUITO LONGE NÃO FOI NÃO.

RENATO NUNCA DESISTIU
E, NAS ESQUINAS DA CAPITAL DO BRASIL,
ELE FUNDOU A LEGIÃO!
EM COMPANHIA DE DADO E BONFÁ,
RENATO SAIU PRA VER O MAR
E, FORMAR A NOVA GERAÇÃO!
UMA GERAÇÃO CHAMADA DE COCA-COLA,
FORMADA PELA RAPAZIADA DA ESCOLA,
DE CARA PINTADA E TÍTULO NA MÃO!

O MAIOR POETA MUSICAL DO PAÍS,
COMPOSITOR DE MUSICAS, COMO SERÁ E GIZ,
NO DIA 11 DE OUTUBRO DE 1996 MORREU!
E NESTA NOITE QUE NÃO TEM LUAR,
EU VENHO EM VERSOS HOMENAGEAR,
UM GRANDE ARTISTA QUE A HISTÓRIA PERDEU!
FOI-SE O HOMEM, MAS A OBRA FICOU!
UMA OBRA DE PAZ, POLÍTICA E AMOR,
SEM NENHUMA RESTRINÇÃO.
DEIXOU UM LEGADO IMENSO!
E POR ISSO QUE PENSO,
QUE ELE CUMPRIU SUA MISSÃO.




ERIBERTO HENRIQUE

MADRUGADA FRIA

Andei na chuva pela madrugada,
Da cidade cheia de tristeza!
Nas ruas luzes semi apagadas
E, cães ladrando em plena frieza.

Sentimentos mortos andaram comigo,
Na rua das minhas ilusões;
Diante dos meus olhos um fudido,
Repleto de sombras e assombrações.

Antigos amores vagando na rua,
Como almas penadas diante da lua,
Na neblina fria da madrugada.

Isto é um sonho que estou a sonhar!
Pois numa noite de chuva não se vê o luar,
Muito menos os amores da vida passada.



ERIBERTO HENRIQUE

ASSIM

Agora me vejo a escrever,
Versos que talvez ninguém se atreva a ler,
Por complicados e chatos que são!
A vida parece tão calma,
Que chega a enganar a alma,
Tão triste caída no chão.

Encostado em poste escrevendo na rua,
Eu olho pro céu procurando a lua,
Que esta noite me abandonou;
Deixando sozinho esse pobre coitado,
Que tem nos seus versos os lamentos passados
E, a lembrança dos beijos que nunca beijou.


ERIBERTO HENRIQUE